Os efeitos vão além da qualidade do sono e podem ser sentidos no cabelo e na pele 20/04/2018


Pesquisa aponta que a luz azul de celulares derruba a produção de melatonina

Que as luzes artificiais acabam atrasando o sono já sabemos. Mas pesquisadores de Harvard apontam que a luz azul, ou de led, comum nas telas de computadores, celulares, TVs e também nas lâmpadas com baixo consumo de energia, podem ter efeitos ainda piores sobre o corpo.


Enquanto qualquer tipo de luz pode contribuir com a redução da produção de melatonina (o hormônio que induz o sono), a luz azul o faz de forma ainda mais poderosa. Pesquisadores americanos fizeram um experimento comparando os efeitos de 6,5 horas de exposição à luz verde e azul e concluíram que a luz de led suprimiu 2 vezes mais a produção de melatonina e alterou o ciclo cicardiano na mesma medida. “Segundo as pesquisas, a luz natural do anoitecer demoraria 438 horas para suprimir 50% da produção do homônio”, diz a engenheira química e cosmetóloga Sônia Corazza. “O led, no entanto, o faz em apenas 13 minutos!”


Segundo Sônia o uso que fazemos da tecnologia pode nos deixar aproveitar apenas 10% do tempo que deveríamos em sono profundo, conhecido como REM. “É nele que acontecem os processos de regeneração do corpo, e isso inclui a pele e o cabelo.”


Especialistas de Harvard recomendam que você evite o uso de devices por duas a três horas antes de dormir e use lâmpadas avermelhadas no seu abajur de leitura -- no comparativo, elas são as menos nocivas.



fonte: https://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2018/04/pesquisa-aponta-que-luz-azul-de-celulares-derruba-producao-de-melatonina.html